| Ditos ditos e ditos não ditos |
Chega uma hora que a mentira não anestesia mais as nossas dores. E ficar com frases feitas e piegas só faz o vazio maior. Sem pretensão de ver além do que é permitido, mas, eu sei o que acontece. E, por mais se pense estar sendo altruísta, é tudo covardia. É sim, não adianta torcer a boca. O que não deve acontecer é cair num erro por conta do erro anterior. O resto é por mim. E não vou poder alegar ignorância. Eu sei. Eu sei que estou esperando a onda do progresso me levar. Eu sei que perco tempo. Eu sei que enquanto deito muita coisa está no chão para ser alçada por mim. E não vai ser a sorte ou um anjo amigo que vai fazer o que eu não faço. Eu sei de tudo isso. E eu sei que eu precisei desses dias pra mim. Agora eles já não me fazem mais bem. E, do mesmo jeito que sabia do compromisso antes, sei agora. Então, com mais força, retomo as rédeas da minha vida.

Escrito por Andhressa às 17h31
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Só quero...
Que todo o sangue que derramei nos tempos passados se converta em suor no meu rosto
E que esse suor sirva para aliviar as dores que causei
Que o trabalho seja minha redenção porque já não sou mais o ser bruto de outrora
Coloco tudo o que aprendi no serviço reparador
Ainda não consigo ser a luz, mas, quero ser a luminária que a segura
Quero fazer de toda dor que me for posta uma oportunidade de aprender
Que a culpa não me acompanhe por muito tempo ainda
Que o medo seja um recurso para que eu tenha cautela
E não um paralisante àquilo que almejo
Que o meu amor seja aprimorado com cada ser que encontrar
Já que ainda não tenho tantos acertos que eu diminua os erros
Por fim, quero ter a coerência entre o que penso, sinto e faço
Obrigada.
Escrito por Andhressa às 16h11
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Sem Mandamentos

Sem Mandamentos
Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro
Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos De rostos serenos, de palavras soltas Eu quero a rua toda parecendo louca Com gente gritando e se abraçando ao sol Hoje eu quero ver a bola da criança livre Quero ver os sonhos todos nas janelas Quero ver vocês andando por aí Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse Eu até desculpo o que você falou Eu quero ver meu coração no seu sorriso E no olho da tarde a primeira luz Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto Eu quero um carnaval no engarrafamento E que dez mil estrelas vão riscando o céu Buscando a sua casa no amanhecer Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada Rasgar a noite escura como um lampião Eu vou fazer seresta na sua calçada Eu vou fazer misérias no seu coração Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua Pra escrever a música sem pretensão Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce E que triunfe a força da imaginação
Escrito por Andhressa às 13h47
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Tentativa frustrada

Definitivamente eu não sei viver triste. Já tentei.
Ouvia “Lacrimosa” o dia todo e só usava roupas pretas.
Mas, sempre soltava uns risos largos por qualquer bobagem.
Andava na rua como quem tinha uma dor enorme escondida.
Mas, ficava toda boba quando encontrava uma pessoa querida.
Dizia que preferia o meu quarto escuro.
Mas, não conseguia ficar um dia sem ir ver o sol.
Eu queria muito conseguir ficar um dia só sem esboçar um risinho.
Mas, tem um negócio na minha cabeça que me faz achar graça de tudo.
Não tem jeito eu não nasci pra ficar triste.
Não é descaso com as contas não pagas.
Mas, eu durmo tranqüila sabendo delas.
Não é que eu não tenha motivo pra ficar triste.
Mas, eu penso neles como um jeito de aprender alguma coisa.
Quero as coisas mais comuns e baratas do mundo.
Só pra ter o gostinho de fazer delas as coisas mais especiais.
Pode mandar a fruteira sem alça
Vai ficar uma graça em cima da minha tevê.
Manda o clips torto pra eu arrumar
O jeans imundo e rasgado
Os cacos do controle do vídeo
O coração mais amassado
Só não dou jeito na saudade
Nem na tempestade que demora.
Escrito por Andhressa às 02h00
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Não, eu não me importo!

Eu não me importo com a comida fria
Nem com as roupas mal passadas
Não me importo com buracos na estrada
Nem com os dias quentes
Eu não me importo se chove quando eu vou sair
Nem quando não tem água pro banho
Não me importo com o café sem açúcar
Nem se a luz é fraca para eu ler
Eu me incomodo com os gritos na sala
Com esse medo de tudo
Eu até brinco com o medo
Eu apago a luz do banheiro antes de destrancar a porta
Fico toda atrapalhada com amigos tristes
Não me importo se ninguém liga pras minhas vontades
E também não me incomodo em ceder às alheias
Eu não me incomodo com nada
E por que deveria?
Escrito por Andhressa às 14h22
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FLOR DA PELE - Zeca Baleiro
Ando tão à flor da pele, Qualquer beijo de novela me faz chorar Ando tão à flor da pele, Que teu olhar "flor na janela" me faz morrer Ando tão à flor da pele, Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser Ando tão à flor da pele, Que a minha pele tem o fogo do juízo final
Um barco sem porto Sem rumo, sem vela Cavalo sem sela Um bicho solto Um cão sem dono Um menino, um bandido Às vezes me preservo Noutras suicido
Oh, sim, eu estou tão cansado Mas não pra dizer Que não acredito mais em você Eu não preciso de muito dinheiro Graças a Deus Mas vou tomar aquele velho navio Aquele velho navio
Escrito por Andhressa às 14h16
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Parasita

Eu to é pesada, cansada, já não rebato nem respondo carta
Qualquer chão é lugar pra pôr a cabeça e fingir não pensar
Porque é só a cabeça que fica ligada
Não queria sumir, não sou besta
Não quero ir pra outro lugar, não sou covarde
Quero é fincar os pés nesse chão
Quero é dizer que é aqui mesmo que vou ficar
Até que me dê vontade
Mesmo que me dê uma vontade que não seja minha
Mas, se me deu a vontade é minha sim
Ninguém vai pegar de volta
A vontade que eu tenho agora é de perder essa vontade
Perder como já perdi meu relógio, minhas chaves, meu dinheiro
Um dia eu to andando e, quando percebo, ela já não está mais aqui
Não são todas as vontades
É só essa, quero perder uma vontade só
Num lugar que eu não volte nunca mais
Essa coisa aqui é mais totalitária que a Ditadura
Acho que é mais fácil a vontade me perder
Parece até que eu sou menor que ela
Disseram que eu sou maior
Até parece... ninguém a vê aqui comigo
Tem gente que fala sem saber
Agora ela é assim: grande
Parasita em mim
Escrito por Andhressa às 02h08
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Os vermes.
Tem gente com tanta consciência de verme que, se for tirado da merda, morre.

Escrito por Andhressa às 12h44
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Família!

Escrito por Andhressa às 23h56
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Pra essa família.
Cada dia (eu sempre achei cafona começar texto com "cada dia"... mas, vá lá....). Cada dia eu fico olhando pras pessoas que estão comigo e sinto um "sei lá o que" de alegria com entusiasmo. Como eu posso agradecer à vida por essas pessoas que estão ao meu lado? Tem gente que gosta de dizer que as pessoas estão atrás delas... Tem gente que gosta sempre de correr atrás de alguém... Eu gosto de ter gente do meu lado. Pra poder abraçar e dizer o quanto eu as amo. Pra poder correr na rua se der vontade. Pra rir de cada folha que vai nascer em uma árvore que ainda é só uma semente. Eu amo tanto essas figurinhas que ficam perto de mim que às vezes eu até choro de tanta felicidade. Agora, por exemplo, meu coração tá mais acelerado. Mas, não é uma coisa desesperadora. Pelo contrário, é uma luz que quando chega agita o ambiente. Parece que as coisas ficam mais leves... eu não sabia como era bom ter tanto carinho por perto... acho que é difícil dizer o quanto amo cada uma delas. Amo o que elas são, amo o que eu sou quando estou com elas... amo as covinhas na bochecha (e as monocovas também rs). Amo quando todo mundo vêm e me abraça pra eu parar de ficar triste. Aí some qualquer pensamento ruim, porque eu olho e lembro: "Dizei-me com quem andas que te direi quem és". Se eu tenho alguma semelhança em caráter com essas pessoas é porque eu tô no caminho certo.
Escrito por Andhressa às 23h49
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Cativar (Grupo Arte Nascente)
Uma palavra tão linda, já quase esquecida se faz
relembrar
Contendo sete letrinhas e todas juntinhas se lê
CATIVAR
Cativar é amar, é também carregar
Um pouquinho da dor que alguém tem que levar
Cativou ( cativou ), disse alguém ( disse alguém)
Laços fortes criou...
Responsável ( responsável) é você (é você)
Pelo que cativou...
Num deserto, tão só,
Entre homens também
Vou tentar cativar, viver perto de alguém,
Cativou ( cativou ), disse alguém ( disse alguém)
Laços fortes criou...
Responsável ( responsável) é você (é você)
Pelo que cativou...
Num deserto, tão só,
Entre homens também
Vou tentar cativar, viver perto de alguém,
Cativou ( cativou ), disse alguém ( disse alguém)
Laços fortes criou...
Responsável ( responsável) é você (é você)
Pelo que cativou...
Escrito por Andhressa às 11h25
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Essas foram as minhas férias
Ahhhhhhhh. Fim das férias. Almodóvar não seria tão criativo ao ponto de fazer um filme com tanto acontecimento maluco. Nessas duas semanas eu vivi tanta coisa. Fui assaltada, levaram meu celular, carteira... Meu tio se suicidou... Minha mãe teve uma crise nervosa... Começou e terminou um namoro... Fiquei com uma gripe chata... Saiu sangue do meu nariz por causa do tempo seco... Vi coisas que não queria ver... Pensei em coisas que já não pensava há muito tempo... Fui num seminário do Alberto Almeida (esse terminou hoje)... Fui ao show do Tequila Baby....
A gripe tá no fim já, mas, ainda to com aquele desconforto típico...
Sabe, não reclamo de nada, porque entre mortos e corações feridos salvamo-nos todos.
Teve um tempo, um período mais difícil, em que eu reclamava muito. Aí eu fui ler alguma coisa. Abri ao acaso o livro “Fonte Viva”, psicografado pelo Chico Xavier de autoria do Emmnuel, e tava lá: “Pare de reclamar e faça alguma coisa”. Ah eu me animei aí comecei e me envolver em um monte de atividades. Saía de casa cedinho pra trabalhar e todo dia a noite tinha alguma atividade na casa espírita pra fazer. Mas, não era isso que a leitura me indicava. O trabalho pelo bem é edificante sim, mas, eu tava ali pra ajudar mesmo ou pra não pensar na minha vida? Foi esse o escape que tive. Mas, foi o que eu podia fazer na condição que eu tava. E foi muito bom. Ontem na federação eu tava pensando nisso e fazendo a minha prece num intervalo. Foi quando eu olhei pro banco da frente e tinha um exemplar do “Fonte Viva”. Abri ao acaso, já nem me lembrava daquela mensagem e o quanto ela me influenciou, e caiu justamente na mesma: “Pare de reclamar e faça alguma coisa”. Não era só de trabalho aos outros que ela me falava era de fazer alguma coisa por mim. De repensar os meus conceitos. Porque é muito fácil a gente se refugiar no trabalho e achar que ta tudo bem. Mais complicado é fazer o que santo Agostinho fazia: “Todos os dias antes de dormir passe a limpo o teu dia”. Estar na posição de trabalhador no atendimento ao que precisa é muito bom. Mas, às vezes a gente é o que precisa. Aí precisamos ter humildade pra fazer alguma coisa. Quantos recursos, quantas ferramentas que podemos manusear ao nosso benefício? Não é egoísmo isso. É ter respeito e amor por si.
Escrito por Andhressa às 11h06
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No começo do dia, depois de passar frio durante a noite toda, o sol tem a função de fazer o corpo ficar morno. Dá pra fazer inúmeras analogias com isso. Vou fazer a que mais me agrada, pelo menos agora. Quando a lógica ou as lógicas da vida contrariam a nossa vontade, a gente resiste. Nessa resistência a gente pode provocar a dor. Não queria falar de dor. Tá, ela não é o foco central disso tudo. É só um ponto de partida. Acontece que por não conseguirmos entender a natureza de tudo a gente se acha no direito de mandar e desmandar no que não nos diz respeito: no curso da vida das pessoas. Se formos bem sucedidos nessa investida nos sentimos parcialmente saciados. Parcialmente sim, porque não é uma alegria pautada no respeito. É ser maduro entender que se a escolha não é minha é porque o que me cabe é respeitar. Não, também não quero falar de respeito. Esse é um conceito muito mais complexo pra mim.
Eu quero dizer que em ficar achando que a noite tava demorando pra passar, ela passou. Não que eu tivesse muita escolha: a noite existe e pronto, não depende do meu querer. O frio também. E não é o fato de ser noite e estar frio é o que eu fiz pra não me expor ao frio que fazia. Segundo as normas gramáticas essa é a hora que eu iria dizer o que fiz. Mas, não vou dizer nada. Primeiro porque não acho que seja importante. Segundo porque vou ter que explicar muita coisa. E, se você ainda não percebeu, este é um texto subjetivo. E eu não saberia explicar minhas razões só na subjetividade. Interessa saber que apesar de tudo que fiz, senti frio e a noite por si só já nos deixa mais atentos. Vá lá: deixam-nos com algum medo (palavrinha infame!).
É cíclico: noite e dia. Só não dá pra colocar em ciclos as vezes que faz frio ou não à noite. E em noite fria quem não se protege passa frio. Aí o corpo amanhece frio. Mas, um corpo precisa ficar morno, não frio. Ah, aí vem o sol. Ele não existe por banalidades. Ele tem a função de manter a vida. E, nesse caso, é não deixar o frio continuar. Eu to dizendo tudo isso porque se chegar mais um período de frio o meu solzinho tá longe. E o segundo sol ainda não chegou tão perto.
Escrito por Andhressa às 04h42
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a gente acha que precisa de muita coisa...
que somos seres escolhidos pela criação pra não sentir dor....
fica aí.. olhando o mundo abobado...
esperando que tudo seja lindo, porque a gente acha que deve ser.
quando nem tudo é lindo a gente acha que é o fim do mundo.
não quero mais isso!
quero só entender que sou sim um ser normal da criação e que sofrer não é o fim do mundo.
ahh de repente faz sentido Drummond: " a dor é inevitável, o sofrimento é opcional".
vamo lá... que seja tudo do jeito que eu preciso mesmo que não seja do jeito que eu quero.
Telegrama
Zeca Baleiro
Composição: Zeca Baleiro
Eu tava triste tristinho Mais sem graça que a top model magrela Na passarela Eu tava só sozinho Mais solitário que um paulistano Que um canastrão na hora que cai o pano
Tava mais bobo que banda de rock Que um palhaço do circo vostok
Mas ontem eu recebi um telegrama Era você de aracaju ou do alabama Dizendo nego sinta-se feliz Porque no mundo tem alguém que diz: Que muito te ama que tanto te ama Que muito muito te ama que tanto te ama
Por isso hoje eu acordei Com uma vontade danada De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho E desejar bom dia De beijar o português da padaria
Mama oh mama oh mama Quero ser seu Quero ser seu Quero ser seu Quero ser seu papa
Eu tava triste tristinho Mais sem graça que a top model magrela Na passarela Eu tava só sozinho Mais solitário que um paulistano Que um vilão de filme mexicano Tava mais bobo que banda de rock Que um palhaço do circo vostok
Mas ontem eu recebi um telegrama Era você de aracaju ou do alabama Dizendo nego sinta-se feliz Porque no mundo tem alguém que diz: Que muito te ama que tanto te ama Que muito te ama que tanto tanto te ama
Por isso hoje eu acordei Com uma vontade danada De mandar flores ao delegado De bater na porta do vizinho E desejar bom dia De beijar o português da padaria
Mama oh mama oh mama Quero ser seu Quero ser seu Quero ser seu Quero ser seu papa
Escrito por Andhressa às 20h51
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REUNI: "Universidade Nova" para quem?
No Brasil existe uma idéia de que as Universidades Públicas (UP) precisam produzir tecnologia para o mercado ou se adequar às tecnologias em curso. Com a desculpa de “produzir conhecimento” não se questiona a quem irá servir o conhecimento produzido nas UPs. Assim, as instituições que trabalham, de acordo com o previsto na Constituição, baseadas no tripé Ensino-Pesquisa-Extensão são consideradas atrasadas e desnecessárias.
Atendendo ao mercado o Governo Federal lançou um projeto de Reforma Universitária. Que em suma é a TOTAL PRIVATIZAÇÃO da Universidade PÚBLICA. Em consonância ao Projeto de Reforma Universitária o Governo lançou também o programa de Reestruturação das Universidades Federais (REUNI).
O que propõe o REUNI?
1°- “Banco do professor equivalente”-Um professor em Dedicação Exclusiva vale por três contratados que cumprem 20h. Dando preferência para a contratação de professores substitutos ao invés de abrir concurso para efetivos. Colocar a média de 18 alunos por professor. É a mesma média utilizada nas salas lotadas de ensino médio! É dobrar a quantidade de alunos por sala sem a contratação de mais professores!
2°-Elevar de 60% para 90% o número de concluintes do ensino superior sem nenhum investimento adicional. E como isso é possível? Sem reprovar nenhum aluno, mesmo que ele não tenha aprendido o suficiente!
3°-Quebrar o tripé Ensino-Pesquisa-Extensão, formando “tecnólogos” para produção de capital. A única garantia de que o conhecimento desenvolvido dentro da UP seja democrático é a de que o ensino oriente a pesquisa para que esta possa se expandir para toda a sociedade. Quebrar esse tripé e dar o “tiro de misericórdia” no caráter público de qualquer instituição de ensino!
Educação não é a aquisição de conhecimento a ser aplicado para acumular capital nas mãos de poucos. Educação é o conhecimento beneficiando amplamente a sociedade. O mercado é, reconhecidamente, flexível e consumista, portanto, o método de educação mais adequado para este mercado é o da educação que se baseia na informação aplicada em produtos e não em um conhecimento que se desenvolve. E desenvolver conhecimento é levá-lo além dos muros da universidade de maneira democrática para quem não pode pagar por ele. Todos os cidadãos financiam, com impostos, as pesquisas nas UPs, mas, só podem fazer uso dos frutos delas quem pode pagar. Isso é democratizar a Universidade? Isso é expandir a Universidade? Não! Isso é reestruturar a Universidade em prol do mercado. E o mercado quer o bem comum? Não! O mercado quer lucro.
Escrito por Andhressa às 04h32
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